segunda-feira, 21 de março de 2011

Textos para 8a. série / 9o. ano - 1o. bimestre

1. Relações entre espaço geográfico e globalização
Profa. Celina – Geografia – 8ª. Série

A principal forma de expressão da chamada globalização é o aumento das relações na escala global.

Globalização: escalas e tecnologias
O que é a globalização? Quais as implicações desse processo em nosso cotidiano? Há vantagens? Quais? Há problemas? Quais?
O texto de Ralph Linton, na página 3 do caderno do aluno, permite uma reflexão sobre o significado das relações que se desenvolvem na escala mundial. Refere-se a uma longa história de trocas culturais entre diversos grupos sociais e nações. Considerando que as trocas atuais são muito mais volumosas e aceleradas, até onde terão chegado as influências entre os povos? Isso não dará condições para perceber-se que, na atualidade, a escala mundial está bem mais plena de relações? Será que estamos nos transformando em “cidadãos do mundo”, bem mais do que apenas cidadãos nacionais?
O espaço geográfico é uma construção humana sobre uma superfície natural transformada, composta por edificações e obras diversas, dispostas para possibilitar a constante interação dos homens entre si e entre os bens que eles produzem e os bens naturais. Por tudo isso, o espaço geográfico é parte integrante da sociedade.
Tendo esse entendimento de espaço geográfico em mente, podemos retornar à análise do processo de globalização. Teria a globalização uma dimensão espacial clara na sua constituição? O espaço geográfico transformou-se para que a globalização, que corresponde ao aumento extraordinário das relações na escala mundial, pudesse acontecer.
O que percebem da globalização, com situações observadas em seu cotidiano?
Como o lugar se insere no mundo?
Em um primeiro momento, ficará mais fácil entender como a escala global se insere no lugar, na escala local. Identificar o global no local é algo que observamos diariamente: as influências de outros países, de outras culturas no nosso dia a dia é um exemplo de algo global que se insere no local. A escala global passa pelo seu lugar, e seu lugar está nesse mundo que está se construindo.
Na medida em que o global vai se inserindo no lugar e transformando-o, o lugar também vai transformando o mundo. Entretanto, vários fatores condicionam as possibilidades concretas de inserção do lugar no mundo. Como isso acontece?
Pode-se trabalhar com os três grandes níveis de escala: local, regional (nacional) e global. Os dois últimos níveis (o nacional e o global) agem sobre o primeiro (o local), mas não podem substituí-lo. O local, por mais influências alheias absorva, sempre tem sua particularidade.
A globalização é o encurtamento das distâncias em razão dos avanços tecnológicos, é a homogeneização dos lugares a partir da uniformização dos processos produtivos, do consumo, dos hábitos, a expansão das corporações para regiões fora de seus países de origem.
Qual é o “motor” da globalização? A globalização é um processo que já vem ocorrendo há muito tempo?
As grandes navegações e o processo de colonização de novos espaços pelos europeus ocorreram no chamado Período Técnico. Esse longo período foi pródigo em avanços: a bússola, os portulanos, a imprensa, e posteriormente a máquina a vapor e o telégrafo são alguns exemplos do que a humanidade incorporou nesse período.
Esses aparatos técnicos possibilitaram, a certos países, atuar numa escala global: acelerar os contatos e as trocas, ter acesso a novos bens e outras culturas, expandir sua força econômica, construindo um regime capitalista. Mas não era, nesse momento, globalização.
A globalização, no presente, tem outra força e outra qualidade. Antes de tudo, ela é fruto de uma revolução tecnológica nas comunicações e na eletrônica, que encurtou distâncias e criou novas formas de comunicação e organização. Tais alterações também podem ser consideradas como responsáveis pelas grandes mudanças no cenário geopolítico do século XX, alimentando novas formas de organização econômica ao aproximar mercados e reorientá-los em blocos comerciais (Nafta, MERCOSUL, etc).
Essa reorganização é diferente daquele manifestada durante o período da “Guerra Fria”, quando o mundo era polarizado por forças hegemônicas lideradas pelos Estados Unidos da América (EUA) e pela extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), que utilizaram seus sistemas econômicos – capitalismo e socialismo – como forças de pressão internacional.
Contemporaneamente, os progressos técnicos estão intimamente ligados à aceleração do tempo, característica-chave do processo de globalização. Essa aceleração muda nossas relações com a distância geográfica, agora mais facilmente transposta. Trata-se da compressão do tempo-espaço: o encolhimento do mapa do mundo, graças a inovações nos transportes que encolhem o espaço por meio do tempo.
A figura “O encolhimento do mapa do mundo”, na página 7 do caderno do aluno, demonstra a metáfora do “encolhimento” ou da nova relação das sociedades com a distância, relacionada ao desenvolvimento dos meios de transporte. Pode-se afirmar, portanto, que o mundo ficou menor para o ser humano. As pessoas, os remédios, as mercadorias chegam muito mais rapidamente a seus destinos.
O que permite compreender o processo de globalização é a incorporação de novas tecnologias no espaço, ou seja, o advento da revolução tecnológica, ainda em andamento e responsável, também, pela integração de economias e mercados. No entanto, é possível perceber que se trata de um fenômeno que vai muito além da integração econômica e de mercados, que por si só já é um evento de grande complexidade.
As empresas multinacionais transformaram-se em transnacionais e atualmente são empresas globais. Os mercados não são mais apenas locais, mas planetários. Temos a universalização do sistema produtivo, do sistema financeiro e das formas de comunicação. Mas essa universalização não engloba todos os segmentos de uma sociedade: por exemplo, uma universalização da política. Não é possível afirmar a existência de um espaço global. O que na verdade existe é um conjunto de espaços nacionais e algumas redes que atuam na escala global. Será que todos os lugares e povos são atingidos pela globalização com a mesma intensidade? A resposta é não!
Alguns exemplos de comunidades que não são favorecidas são as comunidades indígenas, as comunidades quilombolas (grupos humanos remanescentes dos antigos quilombos – povoados de escravos fugidos à época da escravidão no Brasil), as comunidades camponesas, praticantes ainda da agricultura de subsistência, pescadores ou caiçaras.
Por isso, por mais contraditória que seja a expressão, a globalização não é universal. Mas podemos afirmar que a globalização já implica num maior interdependência dos países entre si e das pessoas de certa maneira, numa articulação instantânea entre os diferentes lugares do mundo (conexão on-line), numa certa tendência à uniformização de padrões culturais.
Pode-se dizer que, a multiplicação dos espaços de lucro (domínio de mercados, locais de investimento e fontes de matérias-primas) foi uma força que conduziu o mundo à globalização. Entretanto, até este momento, há limitações para a amplificação do fenômeno: o progresso técnico atinge poucos países e regiões e, ainda assim, de forma circunscrita (limitada, restrita, com limites determinados) e com efeitos que não vão se generalizar.
Está em construção uma nova cartografia do mundo, com as redefinições no espaço geográfico.

2. Diferenças regionais na era da globalização

            Vamos aprofundar o conceito de globalização, identificando seus efeitos na economia e no cotidiano dos indivíduos, a produção das diversidades e desigualdades regionais, apesar da maior tendência de homogeneização (igualar, já que todos têm acesso a tudo) desencadeada por esse processo. Vamos identificar a existência de divisões de trabalho, tanto no processo produtivo – divisão social do trabalho – como entre atividades econômicas, que se territorializam – a divisão territorial do trabalho (cada região pode desenvolver determinado tipo de trabalho).
           
Globalização: regionalização e identidades locais
Como há uma crescente interligação econômica no plano da escala mundial, podemos aprofundar esse entendimento com os exercícios do caderno do aluno.

3. As possibilidades de regionalização do mundo contemporâneo

O mundo contemporâneo, por conta da globalização, permite diversas interpretações e classificações das regionalizações na escala mundial. Vamos comparar as diferentes propostas de regionalização e de onde vêm estas idéias.

Os modos de ver a ordem mundial
A leitura e a interpretação de diversos mapas é uma das habilidades mais importantes da Geografia. Sua aprendizagem possibilita aplicá-la sistematicamente em todos os conteúdos da Geografia, além de contribuir para a solidificação do aprendido. A car­tografia expressa, graficamente, rela­ções espaciais entre fenômenos que tenham expressão geográfica. Envolve, necessariamente, comparação, diferenciação e classificação dos objetos, além da análise das relações entre eles. Os mapas e gráficos complementam as idéias expressas pelos conceitos, permitindo observar diversos aspec­tos da realidade sintetizados no mapa ou mes­mo no gráfico, tornando-nos aptos a compreender, interpretar e analisar a realidade que os cerca e o mundo em sua complexidade.
A divisão regional mais tradicional de todas e a primeira natural do mundo é a divisão por continen­tes: Améri­cas, Europa, Ásia, África e Oceania. Baseada em fatores naturais, apresenta a divisão entre terras emersas (continentais e ilhas), os oceanos e mares.
O mapa que fizemos no capítulo 1 (Relações entre espaço geográfico e globalização), apresentando o sentido dos fluxos de países e regiões mais dinâmicos economicamente (ou seja, onde as coisas que usamos são produzidas) é um exemplo de regionalização, a partir desses fluxos econômicos.
Quando pensamos nos países ou nas regiões mais desenvolvidos, com empresas mais poderosas lembramos dos Esta­dos Unidos, Canadá, Japão, Europa ou países da Europa Ocidental, ou ainda a Austrália. Temos uma visão que esses países e continentes são referências em tecnologia avançada, em riqueza da economia e das pessoas. O mundo contemporâ­neo é muito influenciado pelos países com econo­mia mais dinâmica, os países mais desenvolvidos (aqueles que regis­tram o maior número de empresas e marcas que consumimos). Essas relações entre os diferentes países e/ou continentes do mundo se estabeleceram através da tecnologia, em especial as de transporte e comunicações e até a proximidade pode ser um fator. Nossos hábitos, modos de vida, esporte, itens de consumo (vestuário, automóveis, eletrodomésticos), além dos produtos da indústria cultural e de entretenimento (principalmente música e cinema) têm uma grande influência dos Estados Unidos. Afinal, estamos inseridos na sociedade de consumo e os apelos publicitários são muito eficazes.

Principais processos de integração regional, 2007
Os processos de integração regional representados no mapa “Principais processos de integração regional, 2007”, na página 18 do caderno do aluno, são a expressão de uma nova ordem que é multipolar. Alguns blocos estão polarizando forças econômicas e políticas, interferindo inclusive na ordem geopolítica, que envolve a força militar dos países e blocos. O mundo contemporâneo é muito influenciado por países com economias mais dinâmicas.
O bloco americano (NAFTA – Acordo de Livre Comércio da América do Norte) tem o dólar como referência monetária e está sob a lide­rança dos Estados Unidos. Eles exercem incontestável influência regional, mas, acima de tudo, sua influência se dá na escala global.
O segundo bloco é o europeu (UE – União Européia), cuja referên­cia monetária é o euro, sob comando dos países que compõem a União Européia e com área de influência abrangendo o norte da África e par­te do Oriente Médio. Esse bloco também exer­ce poderosa influência na escala global.
Finalmente, temos o Bloco da Ásia ou do Pacífico (ASEAN). A referência monetária ainda é o iene (moeda japonesa) e a área de projeção econômica compreende o chamado Cinturão do Pacífico (China, Austrália e Nova Zelândia). Neste bloco, a influência dos Es­tados Unidos é, também, muito significativa.
Essa atual configuração encontrada já está mudan­do, o que demonstra a mudança constante das regionalizações. A China, por exemplo, com seu dinamismo econômico, destaca-se no blo­co do Pacífico, colocando em cheque a lide­rança do Japão na região.
Mas, não somente entre os blocos, o poder das influências se altera. Entre blocos e regiões, novos laços se estabelecem. O Brasil, por exemplo, tem procurado, estrategica­mente, incrementar o intercâmbio comercial com a China, fazendo acordos comerciais com esse país, e com isso diminuir sua de­pendência (e do restante da América do Sul) com os EUA. O Brasil já é o principal par­ceiro comercial da China na América Latina. Empresas brasileiras têm ampliado seus ne­gócios naquele país, exportando, por exem­plo, as turbinas geradoras para a hidrelétrica de Três Gargantas. A cooperação estende-se para o setor aeroespacial, com o desenvolvi­mento conjunto de satélites para meteorolo­gia e telecomunicações.
O mapa “A bipolaridade e a ordem westfaliana, 1950-1980” na página 20 do caderno do aluno, representa e exemplifica uma regionalização de acordo com os sistemas econômicos vigentes na maior parte do século XX, isto é, o grupo de países capitalistas (sob a liderança dos Estados Unidos) e o grupo de países socialistas (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).
Depois de um período de crescimento econômico, marcado por intensa industrializa­ção do país e posteriormente pela corrida es­pacial estabelecida entre EUA e URSS, a eco­nomia da URSS perdeu terreno para os países capitalistas desenvolvidos e, pela primeira vez, em 1985, o PIB do Japão supe­rou o soviético. Além disso, a URSS acumulou um atraso em relação ao desenvolvimento tecnológico em setores importantes, como o das telecomunicações e da informática (o chamado segmento das TICs – tecnologias de informação e comunicação), um dos fatores responsáveis pela desintegração do império soviético. Para enfrentar a crise econômica, a União Soviética passou a investir menos em armamentos e am­pliar as aplicações na agricultura e na indús­tria de bens de consumo. Ao mesmo tempo, passou a desenvolver uma política de reaproximação com os Estados Unidos. Esta abertura estendeu-se aos países socia­listas que estavam sob a esfera de dominação da URSS, em especial no Leste Europeu. Dois acontecimentos marcam emblematicamente este período:
1. A queda do Muro de Berlim, em 1989 (sím­bolo do fim da Guerra Fria) e a reunifica­ção da Alemanha, dividida em capitalista e socialista, ao término da segunda Guer­ra Mundial. O Muro de Berlim dividia a cidade em duas partes - Berlim Oriental (socialista) e Ocidental, (capitalista);
2. A independência de várias das repúblicas que compunham a URSS. Em 1991, dez repúblicas das quinze anteriores que compunham a URSS fundaram a CEI - Comunidade de Estados Independentes: Armênia, Belarus, Casaquistão, Federação Russa, Moldávia, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão. Em 1993, mais duas repúblicas ingressaram na CEI: Geórgia e Azerbaijão. Ficaram de fora a Estônia, a Letônia e a Lituânia, que se incorporaram à União Européia. Assim a URSS deixou de existir, e pode-se dizer que a Guerra Fria chegou ao fim, rompendo o poder bipolar dividido entre EUA e URSS.
Começa um novo período, após a crise e a dissolução da URSS, uma Nova Ordem Mundial, com um mundo multipolarizado, como observamos no mapa “Principais processos de integração regional, 2007”, na página 18 do caderno do aluno, que representa um mundo dividido entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos ou um mundo subordinado ao sistema capitalista, e com a hegemonia dos Estados Uni­dos e das grandes corporações internacionais. A contraposição desenvolvimento/subde­senvolvimento, em escala mundial, corresponde a um processo histórico, de interdependência entre países e marcado por relações comerciais (de troca) desiguais, que produzem estruturas econômicas, sociais e espaciais diferenciadas. Trata-se também de uma forma de dividir o mundo, resultante da posição ocupada pelas regiões no interior do sistema mundial e em cada momento histórico.
Para entendermos essa condição de desigualdade, o comércio mundial de mercadorias indica três pólos dominantes: América do Norte; União Européia e; Ásia e Oceania, enquanto o restante do planeta fica numa condição periférica, numa condição de maior fragilidade, formando um comércio tripolar, como observamos no mapa “Comércio mundial de mercadorias, 2006” na página 21, do caderno do aluno. A condição marginal na participação na troca mundial de mercadorias de certas áreas do planeta (América do Sul e Central, África e partes da Ásia) corresponde a uma indicação, entre outras possíveis, da condição de subdesenvolvimento (ou de atraso econômico) de alguns países, o que corresponde a uma possível visão de uma divisão do mundo entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Essa condição, à margem dos grandes fluxos comerciais do mundo, não significa que os países da “periferia” não se relacionam com os dos “centros”. Eles se relacionam, mas são relações marcadas por várias desigualdades e desvantagens no valor econômico das transações e no poder de decisões. Os quadros “O que os países periféricos recebem dos países centrais” apresentam as relações entre o “centro” e a “periferia”, na página 23 do caderno do aluno, e esquematizam as relações que estão se transformando, mas que foram marcadas ao  longo das últimas décadas pelas características apresentadas. Ainda é possível enxergar nesse mundo, agora multipolar, um centro e uma periferia, com a existência de desigualdades.

4. Os principais blocos econômicos supranacionais
           
            Vamos comparar os blocos econômicos supranacionais, para compreender as conseqüências de seu funcionamento na escala regional e mundial, os impactos sobre os países membros, as estratégias de agrupamento como parte do processo de integração econômica na escala mundial e a concorrência entre empresas e nações. Os blocos econômicos são uma possibilidade para a afirmação econômica e política dos países envolvidos.

A formação dos blocos supranacionais
            Quais os motivos que levaram esses países a se unir e não agir solitariamente no mercado internacional? Vamos estudar a respeito da área de abrangência dos diversos blocos econômicos supranacionais, a compreensão dos impactos territoriais e as conseqüências para os países membros e para os demais.
Ao interpretarem esses blocos, vocês irão aprender que essas localizações não são dados meramente pontuais, mas que têm, de fato, um significado estratégico e político.
Um bloco econômico é uma associação de países com vistas a defender interesses comuns na área do comércio ou mesmo de outros envolvimentos de caráter econômico e político. A intensificação das relações econômicas, na escala mundial, estimulou os países a se agru­parem para fazer frente à nova configuração econômica após o fim da Guerra Fria. Países que fazem parte de um bloco disputam a he­gemonia em função da concorrência comercial por meio de isenção de tarifas alfandegárias, ou mesmo a partir de uniões mais amplas.
São vários os modos de organização dos blocos supranacionais, a começar que alguns são uniões mais profundas, e outros mais par­ciais. Alguns exemplos:
1. Áreas de livre co­mércio (ALCA e Nafta);
2. União aduaneira (MERCOSUL);
3. Mercado comum (União Eu­ropéia).
Alguns blocos se organizaram já há algum tempo, buscando uma maior integração, como é o caso da União Européia, enquanto outros desenvolveram integrações de caráter apenas comercial, como o Nafta, e outros ainda alme­jam ampliações de caráter aduaneiro, como o MERCOSUL. Portanto, esses blocos apresentam distinções técnicas importantes.
O mercado comum apresenta um processo de integração, que leva em consideração a livre circulação de mercadorias, pessoas, capitais e moeda. Além disso, promove a formação de órgãos integrados em diferentes níveis, como o Parlamento Comum e Banco Central Comum e almejam ainda uma política militar comum.
A União aduaneira, como é o caso do MERCOSUL, abrange uma área de livre comércio e uma união aduaneira, ou seja, as tarifas de importação para países fora do bloco devem ser combinadas e aceitas por todos seus mem­bros. Neste sentido, o MERCOSUL apresenta for­mas de integração um pouco mais sofisticadas do que o Nafta.
A área de livre comércio apenas estabele­ce a isenção total de tarifas para mercadorias produzidas e comercializadas entre os seus membros. Este é o caso do Nafta e do bloco da Bacia do Pacífico (Apec). Neste caso, cada país estabelece o imposto de importação para os produtos dos países não-signatários (não participante) do acordo, e apresentam moeda própria. Com relação às áreas de livre comércio, a Organiza­ção Mundial do Comércio (OMC) define que uma região desse tipo só se constitui como tal quando 85% ou mais do comércio é livre.


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